Níveis de Controle do Core - Parte 1 - Instituto Fortius

Níveis de Controle do Core – Parte 1

Marcus Lima

03 fevereiro 2019

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Níveis de Controle do Core – Parte 1

Esse é um artigo onde o autor faz uma analogia, comparando o controle do core a um daqueles dispositivos de controle com uma escala numérica.

Coloquei como parte 1 pois na sequência iremos publicar um outro artigo que complementa e aprofunda um pouco mais esta analogia, os 2 artigos originais não foram publicados como partes 1 e 2.

 

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O Controle do Core

Hans Lindgren

Adaptação: Marcus Lima

 

Níveis ajustáveis de regulagem do Core

A estabilização do core é gerada através da ativação apropriada do diafragma, mas isso não é tão simples como respirar somente. O controle da dupla função do diafragma e o ajuste dos níveis desse controle de forma precisa e requer alguma prática.

Vamos recapitular algumas informações dos estudos de Pavel Kolar usando ressonância magnética:

  • O diafragma está sob controle voluntário.
  • O diafragma tem uma dupla função de respiração e estabilização.
  • O diafragma pode desempenhar sua função de estabilização independente da respiração.
  • O diafragma pode simultaneamente desempenhar tarefas de respiração e estabilização.
  • O diafragma desempenha sua função respiratória em uma posição mais baixa quando aumenta a demanda de estabilização.

(N.T: Em relação ao último tópico, quando inspiramos o diafragma desce, ficando “achatado”, o que Pavel Kolar encontrou em um dos estudos usando ressonância magnética foi que quando existe uma necessidade maior de estabilização o diafragma desce um pouco mais).

O segredo da estabilização do core é ativar e controlar a dupla função do diafragma e então ajustar o nível de atividade dependendo da tarefa requerida.

 

Eu gosto de ilustrar esta atividade gradual usando a “Regulagem do Diafragma”.

Respiração e Estabilização


Nível 0-2:

Representa ativação disfuncional do diafragma, onde não somente é fornecida uma estabilização espinhal insuficiente como a respiração também é prejudicada. Tem sido mostrado que a respiração apical (respiração no peito) não cria uma expansão total das partes inferiores dos pulmões, o que reduz bastante a oxigenação.

Nível 3:

Marca a máxima função respiratória do diafragma com somente uma pequena atividade de estabilização. Este é o nível onde as pessoas deveriam passar a maior parte do tempo. A respiração melhora bastante em comparação com os níveis disfuncionais e a função de estabilização do diafragma está à disposição.

Para instantaneamente aumentar a estabilização, a única coisa necessária é voluntariamente empurrar o diafragma para baixo enquanto mantém a função respiratória. Um atleta pode estar jogando no nível 3 do diafragma e ajustar o controle para o nível 7 quando precisa de estabilidade extra (N.T: Com em um bloqueio no rúgbi). A função respiratória é levemente prejudicada neste posicionamento mais baixo do diafragma.

Nível 10:

Representa a máxima contração do diafragma. No nível 10 a função respiratória é grandemente sacrificada e a função de estabilização está em capacidade máxima. Isso ocorre quando um powerlifter inspira fundo e empurra contra o cinto de levantamento na sua tentativa de levantar o peso máximo (N.T: Em qualquer um dos 3 levantamentos que compõe o esporte: Agachamento, supino e levantamento terra). Quando expirar novamente a função de estabilização diminuiu ligeiramente.

 

Cada atividade tem diferentes demandas de respiração e estabilização, portanto, a função do diafragma tem de ser ajustada de acordo. A estabilização do core de dentro para fora requer a ativação apropriada da dupla função do diafragma e deve ser praticada até que se torne automática.

(N.T: Adaptamos em pdf um artigo do mesmo autor com este título “Estabilidade do Core: De dentro para fora”).

O uso do tempo é muito melhor empregado aprendendo a ativar as funções do diafragma do que fazendo exercícios para o core sem ter o controle. Uma vez que as funções são ativadas de maneira apropriada o indivíduo pode se apropriar da “Regulagem” e ajustar de acordo com a tarefa.

 

Confira a continuação do artigo: Pressão Intra-Abdominal: estabilidade do Core- Parte 2 

 

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Artigo Original: Diaphragm Control Switch.

 

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